Mais um morto com o surto da Legionella

Por Rita Almeida / Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

Morreu uma quinta pessoa vítima de legionella em Lisboa. Uma senhora de 76 anos que esteve internada no Hospital S.Francisco Xavier. As informações atualizadas pela Direção-Geral da Saúde referem 48 casos de legionella, decorrentes deste surto.

Entretanto, um ano depois, a bactéria da Legionella voltou a ser detetada no centro de saúde de Mangualde. A Administração Regional de Saúde garante que o caso não representa qualquer “risco iminente”. Mas o presidente da Câmara João Azevedo em declarações à RTP fala em “problema de saúde pública no concelho”.

“Este acontecimento só nos foi comunicado há poucas horas. É uma situação de saúde publica no concelho e por isso temos que resolver imediatamente esta situação. Infelizmente este processo arrasta-se há meses. O que está aqui em causa é a proteção das pessoas que trabalham naquele centro de saúde e dos utentes que permanecessem naquela unidade de saúde”.

João Azevedo assume estar preocupado com a situação e considera que está em causa a “proteção das pessoas”, não só das que trabalham naquele centro de saúde mas também dos próprios utentes.

Nas negociações com médicos e técnicos de diagnóstico, o ministro da Saúde quer consensos mas não “quaisquer acordos”. Adalberto Campos Fernandes esteve no Parlamento onde falou sobre o assunto.

“Nós iremos implementar um programa de imediato que  se aproximar de 1,5 mil milhões de euros que tem como objetivo reduzir esse encargo que prejudica a economia, que prejudica o setor e prejudica nomeadamente as pequenas e médias empresas que se relacionam com o SNS. Até dia 31 de dezembro de 2017, um reforço dos hospitais em termos de tesouraria  com cerca de 400 milhões de euros. Até 31 de dezembro o aumento do capital social com cerca de 500 milhões de euros e até 2018 um novo aumento de capital em 500 milhões de euros. O país ganharia muito se o acordo fosse alargado em mais do que uma legislatura, estabilidade política, estabilidade de meios, que isso beneficiaria num quadro de grande consenso”.

Adalberto Campos Fernandes esteve esta manhã no Parlamento e anunciou a transferência de 1400 milhões de euros para pagar dívidas a fornecedores.

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