Câmara Municipal prepara revitalização da “baixa” tirsense

Por Rita Almeida / Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017 / Publicado na categoria Notícias, Regional

A Câmara Municipal de Santo Tirso vai avançar com a requalificação e revitalização do Largo Coronel Baptista Coelho e da Praça Conde S. Bento. Os estudos prévios dos projetos foram apresentados pelo presidente da autarquia, Joaquim Couto, que enfatizou que Santo Tirso quer estar na linha da frente das cidades mais sustentáveis do país. O investimento ronda os 2,6 milhões de euros.

Uma cidade inclusiva e sustentável. É com base neste objetivo que a Câmara vai avançar com a regeneração urbana da “baixa” de Santo Tirso. As intervenções no Largo Coronel Baptista Coelho e na Praça Camilo Castelo Branco partilham fins comuns, entre os quais privilegiar a mobilidade pedonal e ciclável, a coesão territorial e melhorar as condições de uso, fruição e qualidade de vida.

No final da apresentação, Joaquim Couto revelou compete à autarquia requalificar para adaptar os espaços às realidades dos dias de hoje.

“Estes projetos são projetos emblemáticos da cidade porque são dois espaços que têm um significado afetivo e histórico da cidade. A verdade é que já não cumprem os objetivos para que foram desenvolvidos à muitos anos atrás e compete-nos a nós, à Câmara Municipal, através do seu plano de mobilidade e sustentabilidade, requalificar e reformar esses espaços adaptando aos tempos modernos e adaptando às necessidades das pessoas. São dois investimentos num plano mais basto e grandiosos para a cidade de muitos milhões de euros. Uma pequena parte já começou a ser executada e uma grande parte será executada neste mandado. Este é um princípio desses grandes investimentos para a cidade e para o concelho e que tem por de trás o plano de mobilidade, a estratégia dos fundos comunitários e da estratégia da ONU para as alterações climáticas e para a melhoria do ambiente e defesa do planeta”.

O autarca tirsense acredita que a população vai ter uma boa reacção às mudanças que irão acontecer nestes dois espaços emblemáticos do centro da cidade.

“A reação será boa até porque vamos partir de uma situação que está completamente antiquada e estou convencido que caminhando para melhor, explicando, dialogando e ouvindo as suas sugestões e as suas recomendações é possível verter, finalmente, num projeto e num conjunto de preocupações. Não estou a ver nenhum conflito nem nenhuma dificuldade porque aquilo que vamos fazer é para tornar estes dois espaços francamente melhores. Até para a economia local e para o comércio e para todos aqueles que atualmente desenvolvem parte da sua vida neste local. Foi assim nas outras cidades e aqui provavelmente não será diferente e eu acredito que vamos ter sucesso nesse diálogo”.

O presidente da Câmara acredita que com estas intervenções, as pessoas irão sair de casa para desfrutar destes novos espaços, dando, assim um colorido ainda mais diferente à baixa tirsense.

“É verdade que é necessário incluir e é necessário melhorar a mobilidade e dentro dos princípio e dentro dos documentos que sustentam esses projetos e sustentam essas obras, a verdade é que estes dois projetos são doi projetos emblemáticos que irão permitir uma maior saída das pessoas das suas casa para vir para o espaço público porque as cidades, ao longo dos últimos 30 40 anos e a nossa não fugiu à regra, transformaram-se em espaços de habitação. É isso que nós queremos inverter, queremos que as pessoas de facto tenham orgulho na sua cidade, que vivam aqui próximo de onde trabalham, próximo da escola ou de outras atividades, mas que não fiquem em casa fora do sei horário de trabalho, que venham para a cidade, venham para o espaço público”.

As intervenções no Largo Coronel Baptista Coelho e na Praça Conde S. Bento seguem a linha do Plano Municipal de Mobilidade Sustentável de Santo Tirso, que tem como eixos prioritários reduzir as emissões de carbono nos centros urbanos e o incentivo do uso da bicicleta e dos transportes públicos.

Os projetos hoje apresentados estão, por enquanto, em fase de estudo prévio, por forma a incorporar os contributos da discussão pública que a autarquia quer fomentar.

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