Julgamento do ‘Jogo Duplo’ com início a 25 janeiro 2018

Por Rita Almeida / Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2017 / Publicado na categoria Desporto, Notícias

O julgamento dos 27 arguidos do processo ‘Jogo Duplo’, relacionado com viciação de resultados no futebol, arranca a 25 de janeiro no Campus da Justiça, em Lisboa, segundo um despacho judicial a que a agência Lusa teve acesso.

A primeira sessão está marcada para as 09h30, no Juízo Central Criminal – juiz 9, prosseguindo a 8 e a 22 de fevereiro, a 8 de março e a 5 e a 26 de abril. Todas as sessões têm início agendado para as 09h30 e vão decorrer durante todo o dia, indica o despacho do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa.

Os arguidos estão convocados para estarem presentes na parte da manhã de 25 de janeiro, enquanto o tribunal convocou para a tarde José Fernando Cardoso Nabais, presidente do Oriental de Lisboa, clube que se constituiu assistente no processo.

O despacho determina ainda que Carlos Silva, conhecido como ‘Aranha’ e elemento da claque Super Dragões, Gustavo Oliveira, empresário, e Diego Tavares, ex-jogador do Oriental de Lisboa, continuem sujeitos à medida de coação de prisão domiciliária.

Entre os arguidos estão jogadores do Oriental, Oliveirense, Penafiel e Académico de Viseu, assim como dirigentes desportivos, empresários, um elemento de uma claque, bem como outras pessoas com ligações ao negócio das apostas desportivas.

Em causa, estão crimes de associação criminosa em competição desportiva, corrupção ativa e passiva em competição desportiva e apostas desportivas à cota de base territorial fraudulentas.

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), entre agosto de 2015 e 14 de maio de 2016, os arguidos “constituíram um grupo dirigido à manipulação de resultados de jogos das I e II ligas de futebol para efeito de apostas desportivas internacionais”, através de “um esquema de apostas fraudulentas de caráter transnacional”, envolvendo empresários asiáticos, nomeadamente da Malásia.

O MP sublinhou que os arguidos terão recebido quantias “não inferiores a cinco mil euros” e lucrado com apostas cujos resultados “sabiam de antemão”.

O MP requereu ainda a aplicação aos arguidos jogadores de futebol as penas acessórias de suspensão de participação nas I e II ligas, Campeonato de Portugal, taças da Liga e de Portugal, por períodos de seis meses a cinco anos.

Para os treinadores é pedida uma pena acessória de proibição do exercício do cargo “por período não inferior a cinco anos e dois anos”, pena semelhante à proposta para os dirigentes desportivos indiciados.

Para a SAD do Leixões, a única indiciada no processo, é proposta a “proibição de participação nas I e II ligas nacionais de futebol e de privação do direito a subsídios, subvenções ou incentivos outorgados pelo Estado, autarquias locais e demais pessoas coletivas públicas por um período não inferior a três anos”.

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