Mentiras sobre a História de Portugal

Por Rita Almeida / Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018 / Publicado na categoria Curiosidades, Notícias

3. A verdadeira idade dos castelos

Antes da década de 40 do século XX, quem percorresse o País quase que não encontrava castelos. Reduzidas as antigas fortalezas medievais a montes de pedras, só a custo se conseguiria divisar aqui ou ali um pedaço de muralha, um vestígio de escadaria ou uma torre arruinada.

Veio depois o Estado Novo com toda a encenação que é apanágio dos regimes ditatoriais, ancorados em glórias passadas e palpitações nacionalistas e os castelos foram postos de pé como construções de cartolina.

Em Guimarães foi a partir de 1937 que se procedeu a obras de intervenção, surgindo aos olhos de todos um harmonioso edifício de torres direitas e ameias certinhas rodeado de árvores frondosas e de extensos relvados.

Mas o Castelo de Guimarães não é caso único, longe disso. Também muitos dos lisboetas das últimas 3 ou 4 gerações, que se habituaram a passear, a meditar e a namorar no Castelo de São Jorge, nem sequer sonham que há pouco mais de meio século aquele suposto testemunho do passado da cidade pura e simplesmente não existia.

Mas a verdade é que as  muralhas e torres hoje visíveis foram construídas a partir de 1938, no âmbito do tal programa salazarista de devolução de muitos dos monumentos nacionais a uma desejada pureza original, mas que frequentemente não passou de uma recriação livre dos edifícios ao sabor dos gostos de arquitetos e decoradores.

 

4. O nosso primeiro rei era filho de um pastor

A versão oficial contada nos livros de história seria que D. Afonso Henriques era filho do Conde D. Henrique mas que teria nascido muito fraco e com debilidades de saúde.

Conta-se que o seu aio, Egas Moniz, terá levado a criança de Guimarães para Chaves na tentativa de o curar nas águas termais daquela cidade transmontana. Naquele tempo a viagem entre Guimarães e Chaves demorava 3 meses, por entre caminhos e em carro de bois. Acontece que o Infante D. Henriques terá falecido no caminho. Ao chegar a Vila Pouca de Aguiar, Egas Moniz ter-se-à cruzado com um pastor que tinha um filho com uma idade aproximada à de D. Afonso Henriques, mas muito mais saudável, com vigor físico típico de um transmontano.

Egas Moniz terá comprado o filho ao pastor e levou-o para Chaves onde, durante 4 anos o educou e transformou num menino com educação típica da realeza. Conta-se que o substituto de D. Afonso Henriques era tão saudável fisicamente que aos 13 anos já media 1.80m, quando naquela época o normal era medir 1.60m na idade adulta.

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