SAÚDE: Costa garante boa resposta; oposição critica funcionamento

Por Rita Almeida / Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

O primeiro-ministro revelou que na última semana foram assistidas cerca de 20 mil pessoas por dia nas urgências e garantiu que estão a ser tomadas medidas para o surto da gripe.

Contudo, quer à esquerda quer à direita António Costa ouviu críticas, Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia dos partidos que sustentam o governo PS não deixaram de apontar o dedo às falhas no Serviço Nacional de Saúde

“O que eu pergunto ao Senhor Primeiro-Ministro é o que diz a quem hoje está numa sala de espera das urgências sobre a razão porque na investiu esses 385milhões de euros na saúde que tinha podia e devia ter gasto”.

“Falta de camas, falta de pessoal para as equipas de urgência devido ao subfinanciamento a que os hospitais têm sido sujeitos e que têm como consequência mais visível a imagem degradante de utentes em camas estacionados nos corredores dos hospitais”.

“Uma realidade caótica nas urgências e a verdade é que aprece que isso está a acontecer e parece que não são casos assim tão pontuais”.

António Costa respondeu: “A resposta que eu daria era a seguinte nós conseguimos esta redução do défice apesar da despesa com a saúde ter aumentado 5,5% e é graças à redução do défice que nós temos vindo a diminuir a dívida, graças à diminuição da dívida que nós diminuímos os encargos com os juros e é graças à diminuição dos encargos com juros que nos podemos investir mais em proteção social, mais em saúde, mais em educação, mais na criação de emprego. Aquilo que descreve como situação caótica é obviamente a situação que existe num serviço, apesar d reforço que tem vindo a ser feito de enfermeiros para atender à situação, do alargamento dos horários quando há 20 mil pessoas que a aprecem a mais nas urgências, obviamente que há um ponto de tensão que gera um momentos de rotura”

Já à direita Assunção Cristas e Hugo Soares também criticaram o governo.

“Há tudo mais mais mais mas a verdade é que a saúde está menos menos menos menos menos. Está pior. Santa Maria interna doente sem camas, Portalegre uma semana sem médicos na triagem, Faro caos nas urgências”.

“É na saúde o caos completo. Hoje temos notícias de doentes que esperam em macas na receção hospitalar como se isso fosse um internamento ou um tratamento nas urgências”.

O Primeiro ministro apontou o dedo aos cortes da governação anterior.

“Saúdo o Senhor deputado por se tornar defensor e adepto dos serviços públicos foi pena ter andado 4 aos traído quando o seu partido foi governo. Um país que acumulou durante muitos anos muito desinvestimento que se expressa na situação em que se encontra”.

Debate quinzenal na Assembleia da República em torno da saúde.

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