Afinal, as mulheres são mais fortes

Por Rita Almeida / Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018 / Publicado na categoria Curiosidades, Notícias

No jogo do braço de ferro, afinal quem ganha é a mulher. Se já teve discussões para ver quem seria o mais forte, agora tem a resposta científica de um estudo da Universidade de Duke, na Carolina do Norte.

No que toca à fome e à doença as mulheres são mais resistentes e quem diz são os cientistas que se basearam na taxa de sobrevivência de homens e mulheres nos últimos 250 anos. E no que diz respeito ao tempo que as mulheres e os homens vivem, as mulheres também ganham entre mais quatro ou seis anos.

O estudo analisou sete grupos de populações que viveram em condições de vida muito difíceis e durante períodos de fome e epidemias. Desde escravos das plantações de Trinidad e nos Estados Unidos, no início do século XIX, aos períodos de fome na Suécia (século XVIII), da Irlanda (século XIX), da Ucrânia (século XX) e à epidemia de sarampo na Islândia, em 1846 e 1882.

“Foi surpreendente ver a vantagem feminina tão marcada e consistente entre todas as populações”, explica a líder do grupo cientistas, Virginia Zarulli, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Sul da Dinamarca.

Também nas crianças os resultados foram curiosos. Em 1933, na fome na Ucrânia, as raparigas atingiram os 10 anos. Enquanto a maioria dos rapazes morreram aos 7 anos.

Como explicar esta diferença?

A mulher tem duas vezes o cromossoma X. “É fácil observar que se, por acaso ocorre uma mutação no cromossoma X, as mulheres têm outro que pode compensar parcialmente ? ou totalmente. Os homens não têm esta possibilidade”, sustentou a cientista.

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