Adolescente entre os 10 e os 24 anos

Por Rita Almeida / Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018 / Publicado na categoria Curiosidades, Notícias

Esta é a conclusão de um estudo que identifica a idade mais avançada com que os adolescentes se casam ou têm filhos como um dos fatores para esta mudança de paradigma.

Num artigo publicado na conceituada revista “Lancet Child & Adolescente Health”, os investigadores dizem que o paradigma social está mudado e que é preciso reconhecer que a adolescência dura até aos 24, (e não até aos 19, como normalmente se define) e adaptar as leis de acordo com essa realidade. Juntando à questão da parentalidade e casamento, acresce ainda o facto apresentado de os adolescentes estudarem até muito mais tarde.

Em termos biológicos, os investigadores notaram uma alteração que consideram ser fundamental para se mudar a definição de adolescente. Essa mudança é na idade de início da puberdade. Enquanto que antigamente, esta mudança hormonal que ocorre no cérebro humano, se iniciava por volta dos 14 anos, agora principia aos 10.

Como consequência temos um decréscimo no início da idade em que ocorre a primeira menstruação nas adolescentes. De acordo com o estudo, a idade de começo da menstruação desceu quatro anos nos últimos 150 anos, sendo que, hoje em dia, aproximadamente metade das raparigas começa a menstruação por volta dos 13, 14 anos. Aliado ao facto de o desenvolvimento do corpo começar mais cedo, está também o facto de este desenvolvimento acabar mais tarde. Por exemplo, o desenvolvimento do cérebro agora estende-se para lá dos 20 e os “dentes do ciso” só começam a nascer a algumas pessoas por volta dos 25 anos.

Perante esta mudança, Susan Sawyer, uma das autoras do estudo, diz “que a definição de adolescência está ultrapassada e que as definições de idade são sempre arbitrárias”. Por causa disto, as políticas de juventude precisam de ser mudadas, tal como expandir os serviços sociais de apoio à juventude até aos 25 anos.

No entanto, citado pela BBC, o sociólogo Jan Macvarish, da Universidade de Kent, diz ser perigoso esta expansão do intervalo da idade de adolescência. O sociólogo afirma que não se deve negligenciar o desejo de independência ou de trabalhar dos jovens nos primeiros anos dos 20. E conclui afirmando que “a sociedade deve manter as mais altas expetativas na próxima geração”.

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