Costa mantém confiança em Centeno

Por Rita Almeida / Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

O juiz desembargador Rui Rangel é alvo de uma operação da Unidade de Contra Corrupção da Polícia Judiciária, no âmbito de uma certidão extraída da Operação Rota do Atlântico que alargou em 2016 a investigação a Rui Rangel. As buscas estão a ser presididas por juizes conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça, procuradores gerais adjuntos e coordenadores da Polícia Judiciária.

Fátima Galante, também juiza desembargadora e ainda casada com Rui Rangel, apesar de separados há muitos anos, também é alvo da investigação.

As buscas, presididas por juízes conselheiros já que o suspeito é um juiz desembargador, começaram na casa de Rui Rangel e seguiram para o Tribunal da Relação, para os gabinetes dos juízes e para a SAD do Sport Lisboa e Benfica.

A Procuradoria-Geral da República confirmou as buscas à agência Lusa, dizendo que decorrem “no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça, com a coadjuvação de magistrados do DCIAP [Departamento Central de Investigação e Ação Penal] “.

Este processo teve origem numa certidão extraída da designada Operação Rota do Atlântico, acrescenta a PGR, adiantando que em causa estão suspeitas de crimes de “recebimento indevido de vantagem, ou, eventualmente, de corrupção, de branqueamento de capitais, tráfico de influência e de fraude fiscal”.

O inquérito ao juiz desembargador Rui Rangel foi aberto em 2016, suspeito de receber indevidamente verbas do empresário do futebol José Veiga, arguido no processo Rota do Atlântico, relacionado com crimes de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais e tráfico de influências.

No âmbito da operação Rota do Atlântico, desencadeada a 3 de fevereiro de 2016, foram ainda constituídos vários arguidos, entre eles José Veiga, Paulo Santana Lopes, Manuel Damásio e a advogada Maria de Jesus Barbosa.

De acordo com a investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, José Veiga e Paulo Santana Lopes terão, alegadamente, atribuído vantagens indevidas a titulares de cargos políticos do Congo Brazzaville para, em troca, obterem contratos de obras públicas e de construção civil para a holding americana da multinacional brasileira Asperbras.

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