Marcelo tem pressa: quer ouvir de Rio “ideias e calendário”

Por Tiago / Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

 

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seguiu “com muita atenção” o discurso de encerramento do congresso do PSD, no domingo, em Lisboa. E espera ouvir de Rui Rio, esta tarde, no primeiro encontro com o novo líder do PSD em Belém, as suas ideias e o calendário para as concretizar.

“Ouvi todo o discurso e estou expectante”, confessou, aos jornalistas, o presidente da República, no final da cerimónia de atribuição do doutoramento “Honoris Causa” a António Guterres, esta segunda-feira, pela Universidade de Lisboa. E Marcelo já disse o que é que espera ouvir, esta tarde, no primeiro encontro que vai ter com a nova direção do PSD: quer saber quais são as principais ideias de Rui Rio, qual o calendário para as concretizar e o “protagonismo dos intervenientes”.

“É um diálogo que se inicia hoje, que não acaba hoje e que naturalmente vai prosseguir nos próximos dias”, disse o presidente, reconhecendo que o momento de consagração de uma nova liderança do PSD “é um passo particularmente importante para a Democracia”. Mas preferiu, para já, não se pronunciar sobre o que já ouviu Rui Rio dizer. “Só depois direi qualquer coisa”, disse.

Rui Rio é recebido esta tarde, pelas 14.30 horas, no Palácio de Belém. Será acompanhado na audiência pelo novo secretário-geral do partido, Feliciano Barreiras Duarte, e pelos vice-presidentes Isabel Meirelles, Nuno Morais Sarmento e Manuel Castro de Almeida. A acompanhá-lo não vai estar Elina Fraga – a escolha mais contestada para a vice-presidência, que foi vaiada no congresso – nem David Justino, o outro vice-presidente.

No congresso, Nuno Morais Sarmento fez um apelo (e vários elogios) a Marcelo Rebelo de Sousa pedindo-lhe que seja ele o promotor dos entendimentos e a “patrocinar” os “acordos alargados” de que Rui Rio fala para ultrapassar os “estrangulamentos” que existem no país.

“Que deixemos de falar de mais ou menos centrão e passemos a falar de um conjunto de temas de regime que passarão para o patrocínio do Presidente da República, a quem caberá mobilizar o país”, disse, na intervenção que fez no sábado.

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