Crise portuguesa com duas fases

Por Luís Mendonça / Segunda-feira, 09 de Abril de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

O presidente da república Marcelo Rebelo de Sousa assinala “milagre a dois tempos” que permitiu a Portugal sair da crise, numa entrevista a um jornal espanhol.

Marcelo Rebelo de Sousa fala em duas fases na recuperação económica portuguesa, elogiando a ação do anterior primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na primeira fase e do atual governo de António Costa numa segunda.

O “mérito” da “primeira fase”, em que houve necessidade de “tomar medidas muito impopulares e correr o risco de ser penalizado por isso”, foi de Passos Coelho. Quanto ao segundo, de manter o rumo na consolidação das finanças públicas, foi de António Costa, a quem Marcelo Rebelo de Sousa atribui o mérito pela “segunda fase do milagre”.

O Presidente da República afirma que “quando se esperava que o novo Governo chefiado por António Costa, com uma composição oposta da composição anterior, e apoiado por partidos que tinham uma posição muito crítica em relação ao período anterior, quando muitos esperavam que esse Governo viesse romper com o caminho de recuperação das finanças públicas, isso não aconteceu”, assinalou, concluindo: “Houve essa determinação. Isso é mérito do primeiro-ministro António Costa e do seu Governo, é mérito dos partidos que apoiaram o Governo. Eu diria que foi um sinal de grande maturidade política”.

Marcelo Rebelo de Sousa fala, ainda, a relação com António Costa. “Em primeiro lugar, porque defendo que o Presidente deve dar-se bem com o primeiro-ministro, com os órgãos de soberania e com os partidos políticos. Estou permanentemente em contacto com o chefe do Governo, não só nas audiências semanais, em bons e maus momentos, como foi o caso das tragédias dos incêndios. Além disso, conhecemo-nos muito bem há décadas, já que ele foi meu aluno na Faculdade de Direito de Lisboa”, recordou.

O Presidente da República congratula-se, ainda, pela solidez do sistema político, tanto à esquerda como à direita. “Temos um sistema político forte à esquerda e à direita, que oferece alternativas aos portugueses e evita o surgimento de populismos”, sublinha.

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