Défice gera controvérsia

Por Luís Mendonça / Sábado, 14 de Abril de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

O primeiro-ministro António Costa diz que o défice não está nos compromissos assinados com a esquerda e que a estratégia é para continuar.

Quando confrontado com o desagrado do Bloco de Esquerda sobre a inscrição no Programa de Estabilidade de uma meta de 0,7% em 2018, em vez de 1,1% como estava previsto. António Costa garante que as mestas do défice são para cumprir e saliente, ainda, que nenhuma medida acordada será revista devido ao processo de consolidação orçamental.

“Não há nenhuma medida ou política que vá ser revista para se cumprir o défice. O défice será cumprido, cumprindo tudo aquilo com que nos completemos com os portugueses, com o PEV, PCP e Bloco de Esquerda. Não damos o dito por não dito”, garantiu António Costa. Se o resultado do défice é melhor do que o esperado, isso ocorre de dois fatores fundamentais: Apesar de no ano passado também termos cumprido com as medidas acordadas, registou-se um défice menor do que o previsto, razão pela qual se parta agora para um ponto de partida melhor do que se antevia; depois, as políticas que a atual maioria tem conduzido permitiram um crescimento económico robusto e superior àquilo que conservadoramente era previsto pela Assembleia da República e pela generalidade das instituições nacionais e internacionais”, explicou.

O Primeiro-ministro afasta, também, uma relação entre a redução do défice e o investimento na saúde.

“O resultado do défice não teve origem em qualquer tipo de cativação ou corte nas despesas de investimento. Na área da saúde, pelo contrário regista-se um forte investimento e incremento. Se não houvesse uma boa gestão orçamental, a maior despesa da saúde estaria a comprometer os resultados do défice”, sustentou. Sem sacrificar o objetivo de todos os portugueses no sentido de que se diminuam os riscos de uma crise financeira, estamos a conseguir um maior investimento em setores como a saúde, a educação ou cultura. É nessa trajetória que continuaremos reduzindo a carga fiscal e repondo direitos e vencimentos”, rematou Costa.

António Costa rejita que o Governo esteja a ir além das metas do défice previstas, ao contrário do que afirma o Bloco de Esquerda, um dos partidos que sustenta a governabilidade em Portugal.

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