Sporting contrata treinador às (extremas) direitas, machista e racista O novo técnico sérvio de Alvalade, Sinisa Mihajlovic, tem historial de polémicas e afirmações de gosto duvidoso.

Por Tiago / Terça-feira, 19 de Junho de 2018 / Publicado na categoria Desporto

 

Sinisa Mihajlovic é o novo técnico do Sporting e é também um homem envolto em polémica. Nesta que é uma altura crítica na história do clube de Alvalade, eis que o treinador sérvio entra em cena e traz consigo valores de extrema-direita, racismo e machismo. O novo treinador do Sporting nasceu em 1969 em Vukovar, na antiga Jugoslávia, agora uma cidade croata, de mãe croata e pai sérvio. Desde cedo exibiu paixão pelo futebol, tendo começado a jogar no NK Borovo em 1986. Conhecido enquanto jogador pelo pé esquerdo canhão e por ser um dos jogadores mais violentos da história do futebol, Mihajlovic não parece ser menos agressivo no que toca à sua personalidade agora que é treinador.  Mulheres a falar de futebol? “Não são aptas”  Das suas muitas peculiares ações destaca-se aquela em que o sérvio acha que as mulheres não devem opinar sobre futebol “porque não são aptas”. Nacionalista assumido, também há quem o recorde por ter expulsado da seleção sérvia um jogador que recusou cantar “Deus da Justiça”, o hino nacional sérvio. Mihajlovic parece igualmente não ser grande apreciador de pessoas com uma pele de cor diferente da dele, mesmo que sejam colegas do mesmo ofício. São públicas as suas guerras de palavras com Patrick Vieira que obrigaram o sérvio a um pedido de desculpas que poderá ter evitado a sua condenação. Anne Frank? “Não sei quem é” São muitas outras, no entanto, as polémicas que envolveram Mihajlovic. Em Itália, quando a claque de extrema-direita da Lazio vestiu Anne Frank com o equipamento da rival Roma, Sinisa Mihajlovic declarou que não sabia quem era a judia que resistiu aos nazis. “Peço desculpa, mas tenho que declarar-me ignorante nessa matéria”, afirmou na altura.

Partilhe
TOP