Escultura vandalizada?

Por Luís Mendonça / Sexta-feira, 29 de Junho de 2018 / Publicado na categoria Concelho, Notícias

 

No jardim fronteiro à queda de água, junto ao parque D.Maria II, a escultura lá existente apareceu toda partida pelo exterior. De imediato correu pela cidade que a referida escultura havia sido vandalizada.

O próprio Jornal de Santo Thyrso publicou uma notícia, na sua edição de 29 de junho, afirmando exatamente que “a escultura foi completamente danificada por desconhecidos, que tornaram aquela obra praticamente irrecuperável”. Na referida notícia lia-se ainda que “é necessário mão dura”, no sentido de apurar os autores do crime.

Numa investigação da Rádio Voz de Santo Tirso ao eventualmente ocorrido, chegamos à conclusão que o afamado escultor Pedro Cabrita Reis, autor da obra há 17 anos, havia feito uma nova intervenção na mesma, com o argumento de que a própria escultura ainda não tinha sido concluída, no âmbito do MIEC (Museu Internacional da Escultura Contemporânea), ao ar livre, da Câmara Municipal de Santo Tirso.

Muitos tirsenses estranharam e questionaram estes factos, dado que nunca tinha sido publicamente que a obra de arte não estaria concluída. O próprio catálogo do Simpósio de 2001, apresenta fotografias da obras concluída e mesmo um texto referente à construção ali executada em tijolo e betão, definindo como um “breve alpendre com carácter de casebre ou cabana, isto é, mostrar a natureza bastarda do construído, que aos olhos dos mais intransigentes parecerá fora do contexto”.

De facto, a população nunca percebeu bem esta obra de arte, próxima da queda de água e chegaram a denominá-la como a “Casa das Máquinas da Queda de Água”.  No atual contexto, menos se compreende a alteração agora feita, que deu origem a muitos comentários, por parte dos tirsenses, que não compreendem o objetivo da “destruição” das paredes exteriores.

Sabe-se que houve a intenção clara de fazer esta alteração e que se a obra já é polémica desde o início, mais polémica ficou.

No âmbito da arte hodierna, somos por vezes confrontados com obras provocatórias que têm o condão de originar o debate público. Neste caso, as referências que ouvimos, não foram positivas e merecem mesmo a rejeição geral, como se pode verificar nos mais recentes comentários presentes nas redes sociais.

 

 

 

 

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