Joaquim Couto pode estar entre os suspeitos no caso Turismo do Porto e Norte

Por Tiago / Segunda-feira, 02 de Julho de 2018 / Publicado na categoria AMP - AREA METROPOLITANA DO PORTO, Concelho, Notícias

Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, pode estar entre os suspeitos na investigação do caso de favorecimentos a empresas, segundo noticiou o semanário Sol na sua última edição.

De acordo com o Jornal Sol “outras empresas que têm levantado suspeitas à investigação são as que são detidas ou estão de alguma forma ligadas a familiares diretos do presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, o socialista Joaquim Couto, como é o caso da sua mulher”.

Em causa estão adjudicações a empresas de amigos, tráfico de influências e uso indevido dos recursos públicos são algumas das suspeitas deste mega-inquérito realizado ao Turismo do Porto e do Norte de Portugal, que envolve meia centena de autarquias e militantes do PSD e do PS.

Segundo o Sol, as empresas ligadas, por familiares ou amigos do autarca de Santo Tirso, são a Mediana, WGC, Smartwin ou My Press, que têm sucessivamente prestado serviços, através de ajustes diretos, ao Turismo do Porto e Norte de Portugal.

“No caso da empresa Smartwin, detida por Maria Couto e um outro familiar de Joaquim Couto, esta foi constituída no ano passado e desde então trabalhou, ao nível de entidades públicas, com o Turismo do Porto e Norte de Portugal”, lê-se também no semanário que refere que no portal Base.Gov são muitas as empresas com ligações ao autarca de Santo Tirso que tiveram maioritariamente ajustes diretos.

Outra empresa, de acordo com o Sol é a MyPress, “detida por Maria Couto e a sociedade Make It Happen, no que respeita ao sector público, apenas prestou serviços ao Turismo do Norte de Portugal e ao Município de Barcelos. E sempre por ajuste directo. Dedicando-se ao marketing, assessoria, à instalação de stands, à animação e dinamização, a empresa encaixou centenas de milhares de euros nos últimos quatro anos”.

Respondendo ao jornal Sol, através da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, fez saber que “não tem qualquer ligação jurídico-legal com as empresas referidas. As empresas mencionadas são geridas com total independência do presidente das Câmara Municipal de Santo Tirso”, assumindo que “conhece o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal há vários anos”.

Tudo começa com o projecto das lojas interactivas de turismo nos vários municípios do norte do país, que arrancou em 2013, tornando-se, assim, uma fonte de rendimentos para várias empresas.

O jornal deu a conhecer ainda, na sua investigação, que até houve o caso de dois ajustes diretos, a uma só empresa, num único dia. Segundo o Sol e de acordo com o que está disponibilizado no portal Base.Gov, estas empresas têm trabalhado sobretudo para câmaras municipais.

O Sol tentou ainda contactar Maria Couto, mulher do presidente de Santo Tirso, mas não obteve resposta em tempo útil.

Até ao momento, neste mega-inquérito ao Turismo do Porto e Norte, estão constituídos 5 arguidos, entre os quais, o presidente desta instituição, Melchior Moreira.

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