Quase 300 desalojados e 36 feridos em sete dias de fogo no Algarve

Por Luís Mendonça / Quinta-feira, 09 de Agosto de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

Perímetro do incêndio que deflagrou em Monchique, na sexta-feira, ultrapassou os 100 quilómetros. Segundo o último balanço da Proteção Civil, fogo causou 36 feridos e desalojou 299 pessoas.

A segundo comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANP), Patrícia Gaspar, atualizou, esta terça-feira, de 32 para 36 o número de pessoas feridas na sequência do incêndio que deflagrou em Monchique, na passada sexta-feira.

Entre os 36 feridos, 19 são bombeiros. “Felizmente nada de grave”, disse Patrícia Gaspar. “São basicamente casos de inalação de fumo, exaustão e entorses”, acrescentou. Há um ferido grave, uma mulher idosa que foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa.

De acordo com aquela responsável, a “noite foi tranquila o que permitiu a consolidação dos trabalhos” no terreno. Patrícia Gaspar salientou, esta quinta-feira de manhã, em conferência de imprensa que “já não há frentes ativas” no incêndio.

“Neste momento não podemos falar em frentes ativas, mas antes em pontos quentes, pontos sensíveis, pequenas áreas onde ainda há chamas, cujo combate estamos a reforçar com meios terrestres e para onde vamos deslocar meios aéreos”, disse Patrícia Gaspar, elencando as zonas mais problemáticas: “Na Fóia, onde ainda há algumas reativações e temos algum trabalho pela frentes; e numa zona entre São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Sines.”

A grande preocupação das autoridades é a “possibilidade de reativações”, particularmente durante a tarde, tendo em conta a previsão de rajadas de vento que podem chegar aos 50 quilómetros por hora. Dos dois meios aéreos já no ar, um está em missão de reconhecimento, enviando imagens em tempo real da evolução das chamas para o posto de comando, explicou Patrícia Gaspar.

Às 10 horas da manhã desta quinta-feira, estavam no terreno 1400 operacionais, apoiados por 1400 meios terrestres. Mais meios aéreos devem entrar em ação, assim que as condições meteorológicas o permitirem.

 

Fonte: Jornal de Notícias

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