Portugal sobe sete lugares na pegada ecológica

Por Tiago / Terça-feira, 30 de Outubro de 2018 / Publicado na categoria Nacional, Notícias

A organização ambientalista WWF coloca Portugal no 66.º lugar mundial em termos de pegada ecológica “per capita”, sete posições acima de 2016, mas aponta que o país ainda precisa de 2,19 planetas para “manter o atual estilo de vida”.

Os dados apresentados na edição deste ano do relatório Planeta Vivo referem-se a 2014, quando a pegada ecológica dos portugueses diminuiu, “uma possível consequência da crise económica que atingiu Portugal nesses anos”.

Ângela Morgado, diretora executiva da Associação Natureza Portugal, que trabalha em associação com a WWF, alerta que “os portugueses têm de ter um estilo de vida mais sustentável, sob pena de se verem afetados não por uma crise económica, mas por uma crise ecológica sem precedentes que põe em risco a sua vida, a dos seus filhos e netos”.

“Está na altura de mudar. Já não podemos adiar”, vincou, explicando que “a ligeira descida da pegada ecológica dos portugueses foi reflexo da crise económica, que criou uma oportunidade para os portugueses terem comportamentos mais amigos do ambiente. Agora é necessário continuar com um estilo de vida que tem menor impacto no Planeta fora de situações de crise”.

Paralelamente, o relatório demonstra que a pegada ecológica dos portugueses foi sempre muito elevada comparativamente com a biocapacidade do país, que se tem mantido mais ou menos constante desde 1961.

O carbono, que nos dados referentes a 2014 representa 57% da pegada ecológica dos portugueses, e que em 2004 correspondia a 63% do valor total, foi a componente que mais decresceu, adianta o documento, que explica que “a isto está naturalmente associado ao consumo, mas também à alteração das fontes de produção de energia nacional, fruto da aposta nas energias renováveis”.

A nível internacional, o relatório mostra um “quadro perturbador: a atividade humana está a empurrar os ecossistemas que sustentam a vida na Terra para um limite”.

“O relatório está a mostrar-nos a dura realidade, que as nossas florestas, oceanos e rios estão em risco. Isto é um indicador do tremendo impacto e pressão que estamos a exercer sobre o planeta, minando o tecido vivo que nos sustenta a todos: natureza e biodiversidade”, disse Marco Lambertini, diretor-geral da WWF Internacional.

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